O que nos diferencia?
Cada cidade ou região tem sua vocação. Algumas se destacam pela pecuária, outras para a cultura em grande escala, passando por regiões industriais, outras turísticas.
A Região das Hortênsias conta com a presença de todos esses setores, mas fez uma escolha clara: definir o turismo como o seu grande diferencial competitivo..
Uma vez estabelecido que o turismo seria o motor econômico da região, tornou-se fundamental responder a uma pergunta: o que nos torna únicos a ponto de despertar no visitante o desejo de nos conhecer?
Pensando em outras regiões, por exemplo, as litorâneas, elas tem o mar e a gastronomia que é característica daquela região. Em Minas Gerais, onde é forte a produção do queijo e da cachaça, estes produtos têm papel fundamental no estabelecimento daquela região como turística.
Quando pensamos na Região das Hortênsias, já temos a Hortênsia no nome, o que já é um diferencial. Seguindo, é preciso entender o que cada cidade tem de único e que pode oferecer ao visitante para encantá-lo.
Temos Nova Petrópolis e Picada Café com forte colonização e cultura germânica, o que é visto fortemente no comportamento, arquitetura e gastronomia, já São Francisco de Paula com traços importantes da cultura gaúcha, onde novamente a rotina da cidade, o comportamento de seus moradores e a gastronomia e atrativos oferecidos enaltecem esta temática.
Canela nos presenteia com suas belezas naturais, sendo reconhecida como Capital Brasileira dos Parques, aliando gastronomia e hotelaria para bem receber quem lhe visita.
Gramado por sua vez, com seus eventos de projeção nacional e internacional, oferece ao visitante uma série de atrativos na área do entretenimento, assim como gastronomia e hotelaria que encantam e conquistam.
Mas o que nos diferencia? Cada cidade tem suas particularidades, suas características, sua colonização e cultura. Cada cidade soube aproveitar o que tem de melhor, o que faz parte de sua essência e transformar isto em produto, e o produto levado ao mercado se propõe a oferecer experiências que o visitante só pode ter aqui, pois se ele quiser praia não é o nosso destino que ele vai procurar.
Nesta linha, voltamos à complementaridade entre as cidades e ao invés da concorrência. Saber identificar aquilo que se pode oferecer de melhor nos torna únicos e uma vez sendo únicos, é mais difícil perdermos o nosso cliente visitante.
Quando entendemos que a união da diversidade cultural, gastronomia, entretenimento e segurança é o que nos torna únicos, deixamos de competir entre nós e passamos a consolidar nosso sucesso como destino.
Jorge Maldaner
Presidente da Visão Agência de Desenvolvimento da Região das Hortênsias