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Eventos: o legado que transforma Gramado  Quando se fala em Gramado, é natural que venham à mente suas paisagens, a gastronomia, a hospitalidade e os grandes espetáculos que encantam milhões…

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Colunas e editorias
COLUNISTA

Ricardo Peccin

O conjunto de fatores que tornam Gramado uma das mais belas e hospitaleiras cidades do Brasil é repleto de itens como: Clima, Beleza natural, ótimos hotéis, parques, comércio e gastronomia de alto padrão, hospitalidade, aconchego, eventos legais e…. Arquitetura. Esta última, com certeza tem mais importância do que imaginamos. 

Imaginem que Gramado criou uma Lei para proteger nosso estilo Arquitetônico. Qual outra cidade no Brasil possui algo parecido? Um dos nossos maiores legados tem de ser protegido, continuado e respeitado. A intenção desta Lei é esta. Investidores e empreendedores do ramo imobiliário são todos bem-vindos, mas o que pedimos é que respeitem nossas raízes culturais, entendam o nosso DNA, pois foi assim que nos tornamos o que somos. Os turistas que nos visitam levam seus celulares carregados de fotos e, tenho certeza, a maioria delas tem como pano de fundo alguma de nossas obras com arquitetura típica. Nossa Av. Borges de Medeiros é, por si só, um cartão postal único. Praticamente todos os dias vemos jovens casais bem cedo da manhã tirando fotos na Borges, em pré-casamento, casamento, ou noivado. 

Quando alguém me pergunta qual nosso estilo arquitetônico, respondo: Estilo Gramado! Já temos nosso próprio estilo. Inspirado, claro, em raízes europeias, afinal somos uma cidade formada pela imigração alemã e italiana. Isso não quer dizer que não se possa ter criatividade em projetar com tendências mais atuais. Isso porque um dos pontos de nosso Estilo Gramado é a materialidade, ou seja, uso de matérias naturais como madeira, pedra, tijolo, e não somente a volumetria da obra. 

Há quem chame nosso estilo de cafona, “bavoroso” (alusão ao bávaro), cópia europeia barata (nem tanto), Disney tupiniquim, como um certo escritor gaúcho de caráter duvidoso já externou. Certo é que recebemos milhões de turistas todos os anos, somos o segundo maior destino turístico do Brasil, temos um dos maiores Natal do Mundo e um dos m² mais caros do Brasil. Se isso é ser cafona e “bavoroso”, que continuemos sendo. Mas eu não acho! Somos atemporais. Tipo aquela comida boa que nunca sai de moda. 

 

Autor: Ricardo Peccin

Data: 13/04/2026

COLUNISTA

Ricardo Bertolucci

Secretaria de Turismo

Gramado: a transição de um destino para uma narrativa viva

Por Ricardo Bertolucci 

Gramado nunca foi um acaso. Quem observa a cidade apenas pelo seu resultado, ruas cuidadas, arquitetura coerente, eventos consolidados, corre o risco de não compreender o que realmente a sustenta: uma construção contínua, coletiva e profundamente intencional.

Hoje, no entanto, vivemos um novo momento. Não se trata apenas de manter o que foi feito, mas de reinterpretar o que somos. Gramado está em transição. E essa transição tem um eixo claro: deixar de ser percebida apenas como um destino turístico para se afirmar como uma narrativa viva. É nesse contexto que surge o conceito “Gramado — Feita de Histórias”.

Essa não é uma mudança estética. É uma mudança de lógica.

Durante décadas, Gramado se consolidou com base em atributos tangíveis, infraestrutura, eventos, organização urbana. Esse modelo foi essencial e continua sendo. Mas o mundo mudou. Os destinos mais relevantes hoje não competem apenas por estrutura; competem por significado. E significado nasce de identidade.

Foi com esse entendimento que iniciamos um processo estruturado de reposicionamento, contando com o apoio da consultoria N Lugares Futuros. O trabalho não partiu de um exercício criativo isolado, mas de um diagnóstico profundo sobre o que torna Gramado verdadeiramente singular.

E aqui está um ponto central: singularidade não é aquilo que queremos ser. É aquilo que só nós podemos ser.

Gramado não é apenas bonita. Não é apenas organizada. Não é apenas turística. Gramado é uma cidade que, ao longo de sua história, construiu uma capacidade rara de transformar realidade em experiência e experiência em memória.

Desde os primeiros imigrantes, passando pela construção da identidade arquitetônica, até a criação de eventos como o Natal Luz ou o Festival de Cinema, há um padrão que se repete: Gramado cria histórias que são vividas pelas pessoas.

O conceito “Feita de Histórias” nasce dessa constatação. Ele não é uma invenção. É uma leitura.

Mas mais importante do que o conceito em si é o que ele exige de nós.

Essa transição implica uma mudança de postura em todas as frentes.

Na gestão pública, significa planejar a cidade não apenas como espaço físico, mas como experiência narrativa.

No trade turístico, significa entender que cada serviço prestado, do hotel ao restaurante, é parte de uma história maior.

Na comunicação, significa abandonar discursos genéricos e assumir uma identidade própria, coerente e contínua.

No urbanismo, significa reforçar uma estética que dialogue com essa narrativa, respeitando o passado e projetando o futuro.

Não se trata de “contar histórias” no sentido superficial. Trata-se de estruturar a cidade como um sistema de histórias.

Essa lógica nos permite avançar em algo que poucos destinos conseguem: consistência de identidade ao longo do tempo.

E isso é estratégico.

Num cenário global em que destinos competem cada vez mais por atenção, investimento e desejo, não vence quem faz mais barulho. Vence quem constrói mais sentido.

Gramado já provou que sabe se reinventar sem perder sua essência. A transição que estamos vivendo agora é mais um desses momentos, talvez o mais sofisticado deles. Porque não se trata apenas de crescer ou modernizar. Trata-se de refinar o que somos.

“Feita de Histórias” não é um slogan. É um compromisso.

Um compromisso de continuar construindo uma cidade onde o passado não é esquecido, o presente é vivido com intensidade e o futuro é desenhado com intenção.

Gramado segue sendo um destino.

Mas, acima de tudo, passa a ser compreendida como aquilo que sempre foi:

uma história em constante construção.

 

COLUNISTA

Rafael Bazzan

Secretário de Planejamento

Gramado é uma ideia

Quem olha para Gramado hoje — essa cidade tão desejada, com seus milhões de visitantes
anuais e que tanto nos orgulha — muitas vezes não imagina o caminho trilhado até aqui.
Gramado não é um produto acabado; é uma ideia coletiva. O destino turístico consolidado que
temos não é fruto do acaso, mas um dos raros exemplos brasileiros de um município que, ao
longo de um século, construiu conscientemente o seu posicionamento. Como toda grande visão
aperfeiçoada por diferentes gerações, ela nunca permaneceu estática: evoluiu, adaptou-se às
transformações do mundo e encontrou novas formas de se expressar.
Uma das formas em que esse conceito fica mais evidente é no próprio território. A maneira como
ocupamos nosso espaço é um tema onipresente no cotidiano, mas que raramente ganha
destaque fora dos círculos técnicos. Planejar nossas ruas, desenhar espaços públicos e construir
edifícios são ações que influenciam diretamente a qualidade de vida. O desenvolvimento urbano
não é apenas técnica; é parte da história que contamos sobre nós mesmos. É, acima de tudo,
pertencimento.
Hoje, muito se fala em inovação, quase sempre confundindo o termo com tecnologia. Mas as
cidades também inovam, e a trajetória de Gramado é singular nesse aspecto. Tivemos momentos
profundamente transformadores, como a ousada mudança da sede do distrito para o centro
urbano atual (junto com a chegada do trem) ou a instituição do nosso primeiro Plano Diretor. Muito
antes de conceitos como branding territorial ou experiência do usuário se tornarem populares, a
cidade já compreendia a importância de construir uma identidade própria. A valorização da nossa
paisagem — entendida como a soma do território com a arquitetura — é a materialização mais
evidente da “ideia Gramado”.
Para honrarmos esse legado e continuarmos na vanguarda, o planejamento urbano segue sendo
a nossa principal ferramenta. É por isso que o poder público, liderado pela Secretaria de
Planejamento em parceria com Meio Ambiente, Turismo e entidades como a Planta e a Agência
Visão, atua no desenvolvimento de projetos estratégicos. Iniciativas como a Nova Centralidade, a
requalificação do Lago Joaquina Rita Bier, a remodelação da Rua Coberta, o Parque das
Orquídeas e a Lei do Estilo Arquitetônico não são apenas obras ou regulamentos isolados. Eles
são os próximos capítulos na construção contínua desta grande ideia coletiva.

Coluna – Julho 2026 –
Sec.: Rafel Bazzan

COLUNISTA

Gabriela Michaelsen

Em breve novos conteúdos.

COLUNISTA

Claudio Maldaner

Em breve novos conteúdos.

COLUNISTA

Eduardo Zorzanello

Eventos: o legado que transforma Gramado 

Quando se fala em Gramado, é natural que venham à mente suas paisagens, a gastronomia, a hospitalidade e os grandes espetáculos que encantam milhões de visitantes todos os anos. Mas existe um elemento que, muitas vezes, passa despercebido por quem observa apenas o resultado: me refiro a força dos eventos como motor do desenvolvimento econômico, social e da projeção internacional de Gramado.

A nossa cidade não se tornou uma referência nacional e internacional por acaso. Essa posição é fruto de um trabalho construído ao longo de décadas, baseado em planejamento, empreendedorismo, cooperação entre os setores público e privado e, principalmente, na capacidade de criar experiências capazes de atrair visitantes durante todo o ano.

Os grandes espetáculos de entretenimento, que ajudam a consolidar a imagem de Gramado como um destino de experiências memoráveis, convivem de forma complementar com um segmento igualmente importante: o turismo de negócios e eventos. Congressos, feiras, encontros corporativos, convenções e viagens de incentivo movimentam uma cadeia econômica ampla, que beneficia hotéis, restaurantes, comércio, transporte, prestadores de serviços e inúmeros profissionais que fazem o turismo acontecer.

E veja mais este detalhe: os eventos ajudam a reduzir a sazonalidade, gerando um fluxo de visitantes em momentos de baixa temporada, ajudando a distribuir melhor a ocupação ao longo do calendário criando oportunidades para empresas e trabalhadores. Em um destino cuja economia tem no turismo seu principal ativo, manter um calendário consistente de eventos significa garantir estabilidade, investimento e desenvolvimento.

Nesse contexto, é necessário citar o Festuris, que desempenha um papel que vai além da realização de uma feira de negócios. Ao longo de quase quatro décadas, consolidou-se como uma das principais plataformas de promoção turística da América Latina, reunindo profissionais de diversos países e conectando destinos e marcas.

Ao trazer operadores, agentes de viagens, companhias aéreas, redes hoteleiras, destinos internacionais, investidores e formadores de opinião para Gramado, o Festuris contribuiu diretamente para ampliar a visibilidade do município no mercado global. Essa internacionalização gera um efeito multiplicador. Muitos profissionais conhecem Gramado durante o Festuris e retornam posteriormente com suas famílias ou passam a comercializar o destino em seus mercados de origem, fortalecendo um ciclo virtuoso que beneficia toda a economia local.

Os eventos também têm outro papel fundamental: inspiram investimentos. Uma cidade que demonstra capacidade para organizar grandes encontros transmite confiança ao mercado, atrai novos empreendimentos, fortalece sua infraestrutura e amplia sua competitividade diante de outros destinos.

Gramado é hoje reconhecida pela excelência na realização de eventos porque construiu um ambiente favorável ao empreendedorismo, à inovação e à colaboração. Esse modelo tornou-se uma referência para diversos municípios brasileiros.

No entanto, esse protagonismo não pode ser encarado como uma conquista definitiva. O turismo é um setor altamente competitivo. Novos destinos surgem, novas demandas aparecem e o comportamento dos viajantes se transforma constantemente. Permanecer relevante exige investimento contínuo, planejamento, criatividade e visão de longo prazo.

Fortalecer o calendário de eventos é fortalecer a economia de Gramado. É preservar empregos, estimular novos negócios, ampliar oportunidades para pequenos empreendedores e manter a cidade conectada com o Brasil e com o mundo.

Os eventos deixam muito mais do que lembranças. Eles deixam conhecimento, negócios, relacionamentos, investimentos e desenvolvimento. Deixam um legado que permanece muito depois que as luzes se apagam e os estandes são desmontados.

É justamente esse legado que faz de Gramado um dos destinos turísticos mais admirados do país e reforça a certeza de que investir em eventos é investir no futuro da cidade.

 

Por Eduardo Zorznaello, CEO do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado

COLUNISTA

Adriana Silveira

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COLUNISTA

Jonas da Silva

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COLUNISTA

Josiano Schmitt

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COLUNISTA

Felipe Fiorezi

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COLUNISTA

Alberto Oaigen

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COLUNISTA

Eduardo Perine

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